Hugh Laurie – Músico e ator… Algo que não poderia ficar apenas na prateleira

Este não é um post para quem gostava de House, a série, ou House o estilo musical, é sim para quem gosta de blues e jazz. Desculpem o trocadilho irresistível. Ano retrasado, quando fui para Buenos Aires comprei um box CD/DVD e só este ano é que fui lembrada de que deveria abrir e aproveitar… Aproveitar sim, pois é simplesmente uma delícia ficar ouvindo Hugh Laurie.

Celebrado ator da série House, este artista sempre demonstrou ser muito mais versátil que a maioria, seja por interpretar papéis americanos (sendo ele britânico),   pelo humor sarcástico de suas séries de comédia com Stephen Fry,  pelo fato de em diversos filmes acabar nos presenteando com seus talentos musicais  ou ainda pelo seu gosto complexo na própria seleção de faixas, haja vista ter adotado um repertório que deslumbra pelo impecável uso de cromatismo tanto na guitarra como no piano.

Sabe-se que existe bastante preconceito com atores que se tornam cantores ou músicos, mas acredito que não seja esse o caso dele, pelo contrário, como já havia sempre deixado claro seu talento, isso não foi obstáculo. Todavia, percebi, lendo algumas das críticas sobre seu álbum e seus shows, que o que na verdade  foi discutido, seria a escolha das músicas, que na opinião de alguns críticos britânicos, fixou-se demais na tradição americana. Todavia, eu não levo muito em conta as críticas, penso no entretenimento, se eu gostei e eu me diverti, pouco importa o que os outros pensam. E, na minha opinião esta música fez isso, pois trata-se de um som gostoso e divertido, cheio de energia.

Eu amo piano (se tivesse talento, talvez seguisse uma carreira na música, o que não foi o caso) e por isso mesmo adoro ouvir peças complexas, que parecem tirar o nosso fôlego e o do pianista também. A faixa 7 desse álbum faz isso: é um jazz com traços do início do rock clássico. Cromatismo e  ritmo contagiantes!

Pipoca? Falsa pipoca de Linhaça

É, uma das coisas que eu mais sinto falta é a danadinha da pipoca, não pelo sabor,  mas porque sempre que eu comia pipoca era junto com outras pessoas, sempre quando a família se reunia, e, doce ou salgada, era um lanchinho mais que perfeito para todos, crianças, adultos… Infelizmente a pipoca possui uma quantidade de amido, leia-se, carboidrato, muito grande, o que impede sua ingestão por aqueles que, como nós, modificaram sua forma de viver para adotar a dieta do Dr.Atkins.

Porém, eu me lembrei hoje de algo que aprendi com meu médico cardiologista, dr. Cattani,  uma pessoa fantástica que simplesmente revolucionou, para mim, a forma de se comer linhaça. Pois é, na época eu ainda nem sonhava com o regime de Atkins e portanto vivia com problemas de intestino (que graças a dieta eu não tenho mais) e durante nossa consulta eu reclamei do fato de ter que comer linhaça misturada com água formando aquela gosma e o que ele me disse? Que não precisa ser assim. A linhaça faz os mesmos efeitos se você fizer “pipoca” com ela. Assim, bastava por numa panelinha com tampa que as sementinhas também passam a estourar e fica uma delícia com salzinho ou mesmo com um pouquinho de adoçante. Fantástico não é?

Você pode optar por colocar um pouquinho de óleo ou manteiga na panela, preferencialmente uma pipoqueira, pois as sementes são mais frágeis e precisam menos calor para estourar, e precisa ficar mexendo a panela constantemente, mas se não for pipoqueira, basta mantê-la fechada e retirá-la do fogo  agitando-a a fim de que as sementes possam mudar de posição, sem queimar.

É um lanchinho diferente, que fica bem menos volumoso que a pipoca normal, mas que dá uma certa satisfação, se não pelo fato de não ser nada gosmento, pela possibilidade de comer um salgadinho ou até docinho crocante e  diferente. Ainda valendo comentar que pode ser facilmente transportado em pacotinhos ou em potinhos para todo o lado.

Bom Apetite e Boa Sorte!

Tolerância e Direitos Humanos

Muito triste este tempo que vivemos hoje. Talvez porque adentramos de soco na globalização, talvez porque seja próprio do ser humano querer que todos sejamos iguais, que se tenta forçar no outro nosso modo de ver as coisas… O fato é que atualmente se está diante de uma batalha pelo respeito e pela tolerância e nada nem ninguém consegue, diante de uma visão crítica e epistemológica delimitar os direitos e as garantias individuais.

A falta de tolerância com o próximo é tamanha que, muitas vezes, por não pertencer a mesma religião, ou  por não ter a mesma linha de pensamento, algumas pessoas são deliberadamente isoladas, mal-tratadas e ou ainda forçadas a converter-se a todo custo, como se tivessem que ser curadas de algum mal.

É brutal observar que  ninguém realmente sabe exatamente o que são Direitos Humanos, o que englobam, a que e a quem se referem. Acredito que uma das grandes confusões a que estamos sujeitos ultimamente é a de que direitos humanos referem-se somente aos presos, talvez essa seja uma justificativa para a escolha do presidente da comissão de  Direitos humanos da câmara que foi eleito – quero crer, não tão somente  por interesses partidários, mas por uma justificativa suscitada, a de que a bancada evangélica estaria desempenhando um bom trabalho na recuperação e na busca por direitos dos presidiários e que isso estaria adequado com o posto.

Bem, está se vendo que direitos humanos não são mesmo apenas os do preso. Não são também apenas os direitos das minorias. Os direitos Humanos, são, óbvia e evidentemente, de todos os seres humanos. Sejam eles de uma ou outra etnia, tenham eles uma ou outra orientação sexual, pertençam a um ou outro gênero, sigam uma ou outra religião, sejam portadores de uma ou de nenhuma doença, advenham de qualquer lugar e cultura.

Claro que as pessoas mais afetadas pelas infelizes declarações do congressista intolerante tem sido vítimas de violações aos direitos humanos. Mas também temos sido todos nós vítimas desta falta de respeito e de outras tantas violações e agressões que muitas vezes é necessário perguntar: por que vige no nosso país a ideia de que um direito só pode ser acautelado após sua violação? ou melhor, por que, no Brasil, não se protegem direitos antes que eles sejam violados? Busca-se apenas remendar as situações que já ocorreram,  repreendem-se fatos já ocorridos, mas não se ensina o correto antes.

É que neste país em que prevalece o “jeitinho” para tudo,  não precisa se ensinar a respeitar o outro, com suas diferenças, e até em alguns casos, dificuldades, se é pregado o “amor ao próximo” isso é apenas para passar uma imagem, sem conteúdo, só quando acontece alguma coisa errada é que se passa a percebê-la e tenta-se corrigi-la. Todavia a correção nem sempre é a correta, uma vez que pode se dar de maneira puramente  pontual  (como algumas medidas tomadas com fim político “eleitoreiro” voltado à aquisição de eleitores e votos, mas certamente ineficazes)  ou ainda sem nenhum tipo de coercitividade, o que por si só, faz com que a lei “não pegue”.

Não basta, sabemos, participar de convenções e tratados internacionais, quando no país, não se faz nenhum esforço para pô-los em prática, e em alguns casos, sequer se promove sua ratificação. Não basta o discurso. Quer-se a ação. E a ação deve ser efetiva e deve começar com a conscientização e com a educação que nesse país são nitidamente sublimadas para dar lugar à ignorância e ao assistencialismo próprios de governos que precisam ser eleitos a qualquer custo.

Mini-Muffin de Cheddar e Bacon

Esta receita foi um improviso em um dia de muita pressa, mas ficou bem gostosinha para o lanche da tarde e, como pode servir inclusive para a fase de indução,  vale a pena compartilhar.

mini-muffin cheddar e bacon

Ingredientes:

  • 2 ovos;
  • 50 gr queijo cheddar picado;
  • 2 colheres (sopa) psyllium;
  • 4 colheres (sopa) fibra (farelo) de trigo;
  • 1 colher (sopa) manteiga derretida;
  • 50 gr bacon em cubos previamente fritos;
  • 1 colher (sopa) creme de leite;
  • 3 colheres (sopa) água;
  • 1 colher (sopa) queijo parmesão ralado;
  • 1 colher (chá) fermento químico em pó.

Preparo:

Bata os ovos, até espumar, junte a manteiga derretida e o creme de leite.  Adicione o psyllium, fibra de trigo e os demais ingredientes, deixando por último o fermento químico em pó. A consistência é bem próxima a de uma massa de bolo.  Prepare a forma ( pode ser forma para empadas ou mini cupcakes untada e polvilhada com fibra de trigo, ou, se preferir,  utilize formas de papel  descartáveis e forneáveis dentro da forma de mini-cupcake). Pre-aqueça o forno por 10 minutos, a 180 graus. Coloque a massa nas forminhas, até a metade, pois a massa cresce. Asse por aproximadamente 15 minutos.

Rendimento: 10-12 mini-muffins.

Esta receita pode ser utilizada em todas as fases da dieta Atkins.

Dicas:

  • O bacon pode ser substituído por pedaços pequenos de linguiça calabresa frita;
  • Pode-se acrescentar cheiro verde picado, cebola e alho desidratados ou outros temperos de sua preferência.

Bom Apetite e boa sorte!