Miracle Noodles – Shirataki

Há mais ou menos dois anos, vi no youtube uma resenha sobre The Miracle Noodles, conhecido como shirataki. Trata-se de um macarrão japonês de consistência  gelatinosa e coloração rósea, advindo de uma batata chamada Konhaku ou Kon’ nyaku da planta konjac. Ele é considerado milagroso pelo fato de ser composto principalmente por água e fibra, baixíssimo índice glicêmico e sem quaisquer outros nutrientes, o que contribui muito quando se faz uma dieta pobre em carboidratos.

Apesar de já ter conhecido há 2 anos, por meio da resenha, confesso, no entanto,  que ela apontava principalmente aspectos negativos o que acabou me afastando da ideia de experimentá-lo. O resenhista falava que a consistência e o sabor do macarrão eram esquisitos e, que, apenas quem gostasse muito de peixe, talvez pudesse gostar desse macarrão. A demonstração do preparo também foi desencorajadora, pois dizia-se que precisava ser lavado mais ou menos umas cinco vezes para retirar o sabor “cáustico”.

No entanto, por curiosidade pura, este ano, resolvi procurar no mercado municipal da cidade onde moro e fiquei encantada por essa “massinha”. Já preparei de diversas formas e tem sido uma boa e prática opção para quando quero preparar um prato diferente. Já experimentei fazer sob a forma de yakisoba (exclui-se apenas a cenoura), spaghetti a bolonhesa e também já preparei com um molho à carbonara, sugestão que deixo hoje para vocês.

Uma dica para aqueles que são mais preocupados com o visual do prato é acrescentar algumas gotas de corante alimentício amarelo para que o tom se pareça com o do macarrão tradicional. Já para aqueles preocupados com o sabor posso afirmar que se trata de um alimento bastante neutro que absorve o sabor dos temperos nele utilizados.  Já quanto à consistência, infelizmente devo dizer que é um pouco gelatinosa mesmo, você pode até fritá-los um pouco para tentar emular o “al dente”, porém não obterá muito sucesso, contudo para mim basta a felicidade de estar comendo macarrão sem culpa.

Acredito que valha a pena experimentar e ver se pode se adaptar a esse macarrão milagroso ao seu estilo e seu paladar, segue aí, minha sugestão:

Shirataki ao molho carbonara

Ingredientes para a massa:

  • 400gr de macarrão Shirataki lavado e escorrido.

Ingredientes para o molho:

  • 100 gr de bacon em cubos;
  • 1/2 cebola picada;
  • 2 dentes de alho amassados;
  • 1 tomate picado (opcional);
  • óleo de canola;
  • cheiro verde picado;
  • 2 gemas de ovo;
  • queijo parmesão ralado;
  • sal a gosto.

Preparo: Doure o bacon em um pouco de óleo em fogo médio, quando estiver bem frito acrescente a cebola e o alho, junte o tomate e o cheiro verde picado. Acrescente o shirataki e baixe o fogo, por fim acrescente as gemas de ovo. Mexa por alguns minutos. Sirva com queijo parmesão.

Dicas:

  • Algumas pessoas gostam de acrescentar creme de leite ou requeijão ao molho, fica a seu critério.
  • Para outras variações é possível trocar o bacon por linguiça ou salame, o sabor fica bem diferente.

 

Bom Apetite e Boa Sorte!

Hugh Laurie – Músico e ator… Algo que não poderia ficar apenas na prateleira

Este não é um post para quem gostava de House, a série, ou House o estilo musical, é sim para quem gosta de blues e jazz. Desculpem o trocadilho irresistível. Ano retrasado, quando fui para Buenos Aires comprei um box CD/DVD e só este ano é que fui lembrada de que deveria abrir e aproveitar… Aproveitar sim, pois é simplesmente uma delícia ficar ouvindo Hugh Laurie.

Celebrado ator da série House, este artista sempre demonstrou ser muito mais versátil que a maioria, seja por interpretar papéis americanos (sendo ele britânico),   pelo humor sarcástico de suas séries de comédia com Stephen Fry,  pelo fato de em diversos filmes acabar nos presenteando com seus talentos musicais  ou ainda pelo seu gosto complexo na própria seleção de faixas, haja vista ter adotado um repertório que deslumbra pelo impecável uso de cromatismo tanto na guitarra como no piano.

Sabe-se que existe bastante preconceito com atores que se tornam cantores ou músicos, mas acredito que não seja esse o caso dele, pelo contrário, como já havia sempre deixado claro seu talento, isso não foi obstáculo. Todavia, percebi, lendo algumas das críticas sobre seu álbum e seus shows, que o que na verdade  foi discutido, seria a escolha das músicas, que na opinião de alguns críticos britânicos, fixou-se demais na tradição americana. Todavia, eu não levo muito em conta as críticas, penso no entretenimento, se eu gostei e eu me diverti, pouco importa o que os outros pensam. E, na minha opinião esta música fez isso, pois trata-se de um som gostoso e divertido, cheio de energia.

Eu amo piano (se tivesse talento, talvez seguisse uma carreira na música, o que não foi o caso) e por isso mesmo adoro ouvir peças complexas, que parecem tirar o nosso fôlego e o do pianista também. A faixa 7 desse álbum faz isso: é um jazz com traços do início do rock clássico. Cromatismo e  ritmo contagiantes!

Pipoca? Falsa pipoca de Linhaça

É, uma das coisas que eu mais sinto falta é a danadinha da pipoca, não pelo sabor,  mas porque sempre que eu comia pipoca era junto com outras pessoas, sempre quando a família se reunia, e, doce ou salgada, era um lanchinho mais que perfeito para todos, crianças, adultos… Infelizmente a pipoca possui uma quantidade de amido, leia-se, carboidrato, muito grande, o que impede sua ingestão por aqueles que, como nós, modificaram sua forma de viver para adotar a dieta do Dr.Atkins.

Porém, eu me lembrei hoje de algo que aprendi com meu médico cardiologista, dr. Cattani,  uma pessoa fantástica que simplesmente revolucionou, para mim, a forma de se comer linhaça. Pois é, na época eu ainda nem sonhava com o regime de Atkins e portanto vivia com problemas de intestino (que graças a dieta eu não tenho mais) e durante nossa consulta eu reclamei do fato de ter que comer linhaça misturada com água formando aquela gosma e o que ele me disse? Que não precisa ser assim. A linhaça faz os mesmos efeitos se você fizer “pipoca” com ela. Assim, bastava por numa panelinha com tampa que as sementinhas também passam a estourar e fica uma delícia com salzinho ou mesmo com um pouquinho de adoçante. Fantástico não é?

Você pode optar por colocar um pouquinho de óleo ou manteiga na panela, preferencialmente uma pipoqueira, pois as sementes são mais frágeis e precisam menos calor para estourar, e precisa ficar mexendo a panela constantemente, mas se não for pipoqueira, basta mantê-la fechada e retirá-la do fogo  agitando-a a fim de que as sementes possam mudar de posição, sem queimar.

É um lanchinho diferente, que fica bem menos volumoso que a pipoca normal, mas que dá uma certa satisfação, se não pelo fato de não ser nada gosmento, pela possibilidade de comer um salgadinho ou até docinho crocante e  diferente. Ainda valendo comentar que pode ser facilmente transportado em pacotinhos ou em potinhos para todo o lado.

Bom Apetite e Boa Sorte!

Tolerância e Direitos Humanos

Muito triste este tempo que vivemos hoje. Talvez porque adentramos de soco na globalização, talvez porque seja próprio do ser humano querer que todos sejamos iguais, que se tenta forçar no outro nosso modo de ver as coisas… O fato é que atualmente se está diante de uma batalha pelo respeito e pela tolerância e nada nem ninguém consegue, diante de uma visão crítica e epistemológica delimitar os direitos e as garantias individuais.

A falta de tolerância com o próximo é tamanha que, muitas vezes, por não pertencer a mesma religião, ou  por não ter a mesma linha de pensamento, algumas pessoas são deliberadamente isoladas, mal-tratadas e ou ainda forçadas a converter-se a todo custo, como se tivessem que ser curadas de algum mal.

É brutal observar que  ninguém realmente sabe exatamente o que são Direitos Humanos, o que englobam, a que e a quem se referem. Acredito que uma das grandes confusões a que estamos sujeitos ultimamente é a de que direitos humanos referem-se somente aos presos, talvez essa seja uma justificativa para a escolha do presidente da comissão de  Direitos humanos da câmara que foi eleito – quero crer, não tão somente  por interesses partidários, mas por uma justificativa suscitada, a de que a bancada evangélica estaria desempenhando um bom trabalho na recuperação e na busca por direitos dos presidiários e que isso estaria adequado com o posto.

Bem, está se vendo que direitos humanos não são mesmo apenas os do preso. Não são também apenas os direitos das minorias. Os direitos Humanos, são, óbvia e evidentemente, de todos os seres humanos. Sejam eles de uma ou outra etnia, tenham eles uma ou outra orientação sexual, pertençam a um ou outro gênero, sigam uma ou outra religião, sejam portadores de uma ou de nenhuma doença, advenham de qualquer lugar e cultura.

Claro que as pessoas mais afetadas pelas infelizes declarações do congressista intolerante tem sido vítimas de violações aos direitos humanos. Mas também temos sido todos nós vítimas desta falta de respeito e de outras tantas violações e agressões que muitas vezes é necessário perguntar: por que vige no nosso país a ideia de que um direito só pode ser acautelado após sua violação? ou melhor, por que, no Brasil, não se protegem direitos antes que eles sejam violados? Busca-se apenas remendar as situações que já ocorreram,  repreendem-se fatos já ocorridos, mas não se ensina o correto antes.

É que neste país em que prevalece o “jeitinho” para tudo,  não precisa se ensinar a respeitar o outro, com suas diferenças, e até em alguns casos, dificuldades, se é pregado o “amor ao próximo” isso é apenas para passar uma imagem, sem conteúdo, só quando acontece alguma coisa errada é que se passa a percebê-la e tenta-se corrigi-la. Todavia a correção nem sempre é a correta, uma vez que pode se dar de maneira puramente  pontual  (como algumas medidas tomadas com fim político “eleitoreiro” voltado à aquisição de eleitores e votos, mas certamente ineficazes)  ou ainda sem nenhum tipo de coercitividade, o que por si só, faz com que a lei “não pegue”.

Não basta, sabemos, participar de convenções e tratados internacionais, quando no país, não se faz nenhum esforço para pô-los em prática, e em alguns casos, sequer se promove sua ratificação. Não basta o discurso. Quer-se a ação. E a ação deve ser efetiva e deve começar com a conscientização e com a educação que nesse país são nitidamente sublimadas para dar lugar à ignorância e ao assistencialismo próprios de governos que precisam ser eleitos a qualquer custo.

Mini-Muffin de Cheddar e Bacon

Esta receita foi um improviso em um dia de muita pressa, mas ficou bem gostosinha para o lanche da tarde e, como pode servir inclusive para a fase de indução,  vale a pena compartilhar.

mini-muffin cheddar e bacon

Ingredientes:

  • 2 ovos;
  • 50 gr queijo cheddar picado;
  • 2 colheres (sopa) psyllium;
  • 4 colheres (sopa) fibra (farelo) de trigo;
  • 1 colher (sopa) manteiga derretida;
  • 50 gr bacon em cubos previamente fritos;
  • 1 colher (sopa) creme de leite;
  • 3 colheres (sopa) água;
  • 1 colher (sopa) queijo parmesão ralado;
  • 1 colher (chá) fermento químico em pó.

Preparo:

Bata os ovos, até espumar, junte a manteiga derretida e o creme de leite.  Adicione o psyllium, fibra de trigo e os demais ingredientes, deixando por último o fermento químico em pó. A consistência é bem próxima a de uma massa de bolo.  Prepare a forma ( pode ser forma para empadas ou mini cupcakes untada e polvilhada com fibra de trigo, ou, se preferir,  utilize formas de papel  descartáveis e forneáveis dentro da forma de mini-cupcake). Pre-aqueça o forno por 10 minutos, a 180 graus. Coloque a massa nas forminhas, até a metade, pois a massa cresce. Asse por aproximadamente 15 minutos.

Rendimento: 10-12 mini-muffins.

Esta receita pode ser utilizada em todas as fases da dieta Atkins.

Dicas:

  • O bacon pode ser substituído por pedaços pequenos de linguiça calabresa frita;
  • Pode-se acrescentar cheiro verde picado, cebola e alho desidratados ou outros temperos de sua preferência.

Bom Apetite e boa sorte!

A páscoa e o coração humano

Às vésperas da celebração da páscoa, época que deveria representar o início de uma nova vida, vislumbra-se o crescimento do império corporativo,  do consumismo, em que provavelmente os valores mais respeitados são aqueles pagos em moeda e não os próprios da virtude, moral e, muito menos, os religiosos. De fato, hoje se fala muito mais na compra de ovos de chocolate do que no sacrifício de Jesus e na redenção e perdão aos pecados por nós cometidos.

Parece que o coração humano (ou vamos ser honestos, cérebro humano) tem muito a ver com essa tática: valorizar coisas banais para não internalizar aquilo próprio, aquilo que pode fazê-lo sentir algo mais profundo… é o que chamaríamos de racionalização, pois, racionalizando, teoricamente, deixaríamos de sentir. É uma forma de autoproteção. O egoísmo desse coração humano é notório, pois é uma capa protetora contra toda e qualquer reflexão mais profunda, contra todo e qualquer sentimento que não se refira ao próprio ego. Mas até que ponto é correto racionalizar?

Observe-se o papel de um médico: muitas vezes, para tratar um paciente, ele precisa proceder a uma cirurgia, isso significa lesioná-lo, fazê-lo sangrar e sentir dores pós-cirúrgicas, pô-lo em risco de morrer na mesa de operação, porém ele se sujeita a isso, racionalizando que tal atitude será necessária para melhorar a condição de saúde desse paciente.

Depois de um tempo, torna-se um procedimento tão comum, que o médico consegue se distanciar completamente dessas ideias e nem consegue, em muitos casos, ver o paciente como pessoa diante de si. Desse modo, atinge-se outro extremo, aquele em que a racionalização banaliza tanto pessoas como seus sentimentos e passa-se a dar valor aquilo que não merece tanto.

Assim, ponderar entre valores como vida humana e interesse econômico que antes fariam pender obviamente para a vida humana, passam, no dia-a-dia, por uma valoração inversa em que o interesse econômico passa a se sobrepor. No que diz com a época que estamos vivendo, valora-se em demasia ovos de chocolate, em detrimento da reflexão sobre a ressurreição de Cristo e a proposta de uma nova vida, despojada de interesses egoísticos e voltada para a caridade e para o bem.

Se por um lado, racionalizar permite com que não nos sensibilizemos com coisas terríveis que podem se apresentar no nosso quotidiano, essa dessensibilização não pode chegar ao ponto de esquecermo-nos completamente de que lidamos com pessoas,  e que elas possuem sentimentos, dores e angústias que não poderiam ser ignorados.

É preciso, portanto, que se trate as pessoas com dignidade, com respeito e com compreensão, para isso, devemos nos livrar da carapaça, da autoproteção construída pela racionalização, e nos permitirmos sentir. Em palavras simples: é preciso ser gente, ser humano, mas isso não é nada fácil. É muito mais simples mostrar-se duro e insensível, do que compadecer-se e chorar com o sofrimento do outro. É muito mais simples distanciar-se dos problemas e pensar que nada daquilo se refere a você: “tanto faz se alguém está morrendo, tanto faz se alguém passa fome, não é problema meu”.

Jesus morreu por nossos pecados, Ele expiou por nós,  como um cordeiro sacrificado diante de Deus Pai, foi torturado, e, por nossa redenção, ressuscitou. Mas parece que o que mais nos importa é o preço do peixe,  quanto chocolate vamos comprar para nossos familiares, quanto chocolate iremos ganhar, como se chocolate fosse o verdadeiro símbolo da páscoa e não o cordeiro, o sangue, a vela, a cruz e o ovo.

Celebrar a páscoa é importante para nos recordarmos da vida que se perdeu e da vida nova que nos foi concedida, uma vida que se deveria celebrar e agradecer todos os dias, uma vida a ser valorizada,  uma vida que devemos permear com os exemplos de Cristo, Aquele que brigou com os comerciantes do templo e nos ensinou a amar-nos uns aos outros como Ele nos amou.

Desejo a todos uma Feliz Páscoa, cheia de sentimentos e reflexão!

Estrogonofe Diferente

Hoje resolvi fazer uma carne de um jeito diferente, mas acabou resultando em uma espécie de estrogonofe (sabe quando você quer inovar), pois nesse caso utilizei contra-filé,  shitake, tomates pelados e requeijão, o jeitão ficou de estrogonofe mesmo… O sabor, ficou um pouco diferente,  vale experimentar:

shitake

Ingredientes:

  • 400gr contra-filé em cubos;
  • 1/2 cebola picada;
  • 1/2 copo de requeijão;
  • 1/2 lata tomates pelados;
  • 2 colheres (sopa) de manteiga;
  • 1 embalagem de cogumelos shitake picados;
  • 1 caldo de carne;
  • sal a gosto.

Preparo:

Doure a cebola e o shitake na manteiga acrescente a carne e os tomates. Acrescente o caldo de carne  ao refogado, por fim os tomates o requeijão e, água o quanto baste para cozinhar a carne. Deixe ferver bastante, até que fique com consistência cremosa.

estrogonofe diferente

Dicas:

  • Pode ser servido com salada e faux arroz;
  • Podem ser utilizados outros temperos ao seu gosto.

Esta receita está adeguada às fases de Indução – Indução Extendida – PPC e Manutenção.

Boa sorte e Bom Apetite!!!